quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fortaleza ganha o primeiro Espaço Mais Cultura do País

Fortaleza, no Ceará, ganhou o primeiro espaço cultural idealizado pelo governo federal para garantir o acesso da população a produtos culturais em periferias e centros urbanos caracterizados por baixos indicadores sociais. A inauguração do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte - o Cuca Che Guevara -, realizada na última sexta-feira (10), contou com a presença do presidente Lula e o ministro da Cultura, Juca Ferreira; Ao todo, o Ministério da Cultura investiu R$ 8,1 milhões para a implantação de dois espaços Mais Cultura em Fortaleza - Cuca Che Guevara e outra unidade a ser construída em área de intervenção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os centros culturais serão construídos em parceria com a prefeitura de Fortaleza.Do montante, R$ 2,5 milhões foram para equipar o Cuca Che Guevara, sendo R$ 1 milhão para o cineteatro, com contrapartida de R$ 391 mil da prefeitura. A capacidade do cineteatro, que garante a acessibilidade de deficientes físicos, é de 220 pessoas, ocupando uma área de 187 metros quadrados. Os R$ 5,5 milhões restantes são para construir e equipar o segundo Espaço Mais Cultura da capital cearense, em obra do PAC. Os Espaços Mais Cultura têm por objetivo promover a integração cultural em locais marcados pela escassez de produtos e serviços culturais. “A cultura é necessidade básica e direito de todo cidadão. Com os centros, estamos promovendo o acesso da população de baixa renda a bens e serviços culturais e fortalecendo uma rede nacional de equipamentos para a prática de atividades culturais, de criação, de lazer e convívio social”, destaca Silvana Meireles, coordenadora executiva do Programa Mais Cultura.Cultura e PAC - Além de Fortaleza, outras 18 cidades terão Espaços Mais Cultura em obras do PAC. Sete projetos já foram aprovados e receberam R$ 6,7 milhões do Programa Mais Cultura - Recife, Curitiba, Santos, Belém, São Luís, Natal e Florianópolis. Os demais projetos estão sendo formatados - Brasília, Campo Grande, Cuiabá, dois na cidade de São Paulo. Rio de Janeiro (capital), Goiânia, Teresina, Palmas, Salvador e Maceió.Edital - Em outubro, o Ministério da Cultura lançará edital, no âmbito do Programa Mais Cultura, para a seleção de 50 projetos de Espaços Mais Cultura em municípios de 50 mil a 500 mil habitantes, com investimento de R$ 10 milhões.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Entre Quatro Paredes

* Emir Sader

Duas analises tem sido muito difundidas, ambas incorretas: uma acredita que a crise atual levou ao fim do neoliberalismo e condena o próprio capitalismo à morte. A outra afirma que todas as tentativas atuais – especialmente as latinoamericanas – de superação do neoliberalismo fracassaram ou tendem a fracassar, “traindo” os mandatos que receberam.

Parecem analises contrapostas, mas são funcionais uma à outra. Porque remetem à idéia de que as condições de superação do capitalismo estão dadas, só não se realizam pela “traição das direções políticas”, burocráticas e/ou corrompidas, cooptadas pela burguesia e pelo capitalismo.

Além de equivocadas ambas as análises servem de álibi para as derrotas da esquerda: são sempre derrotas “dos outros”. Fica-se na eterna e indispensável tarefa da denúncia, tanto da repressão, quanto das “traições”. Mas os setores mais radicais se consideram imunes às derrotas, como se ao não se aproveitar a crise do capitalismo e o esgotamento do neoliberalismo para construir alternativas de esquerda capazes de disputar hegemonia, não estaríamos sendo todos derrotados.

Ou os argumentos da esquerda estão equivocados – e a realidade insiste em provar que isso não é verdade, quando se avança é pela esquerda e as propostas de direita estão associadas à geração da crise – ou temos sido incapazes de convencimento e de construção de forças alternativas que tratem de transformar essas idéias em força concreta – econômica, social, política, ideológica. Talvez as posições concretas da esquerda ou não sejam suficientemente concretas para chegar às pessoas ou estejam erradas na sua forma. Talvez se exorbite no radicalismo verbal e isso leva a esquerda ao isolamento e ao doutrinarismo, fechando-se sobre si mesma, apegando-se excessivamente à teoria e aprendendo pouco das formas sempre novas e heterodoxas da realidade concreta. Talvez se privilegie as palavras, a doutrina, em relação à realidade concreta, esquecendo-nos que a verdade é sempre concreta.

“A teoria, quando penetra nas massas, se torna força material” – dizia Marx. Seu pensamento pretende ser ao mesmo tempo interpretação do mundo e sua transformação radical. As palavras que não se transformam em força material, que não sensibilizam, que não chegam ao povo e não são assumidas por este como vetor de mobilização e projeto de transformação da realidade, permanecem palavras, teorias, doutrinas.
Por isso um marxista é necessariamente, ao mesmo tempo, teórico e dirigente político, intelectual e militante, de forma indissolúvel.

Quanto mais setores da esquerda consideram que os projetos atualmente existentes são todos cooptados pela burguesia, projetos de uma “nova direita” disfarçada de esquerda, etc., etc., mais deveriam se sentir derrotados e desmoralizados. Porque acreditam cegamente que têm razão, mas nunca conseguem triunfar, não conseguem convencer aos amplos setores do povo das suas propostas. Deveriam se sentir mais derrotados que todos. No entanto, exibem soberba diante das derrotas, parece que as derrotas são dos outros. (Como no caso da peça do Sartre, “Entre quatro paredes”, em que “o inferno são os outros").

Muitas vezes setores da esquerda colocam como seu objetivo a disputa de espaço dentro da esquerda, a demonstração de força de que têm mais força que outros grupos de esquerda, quando o objetivo fundamental é construir e disputar hegemonia na sociedade como um todo. Tantas vezes reina o prazer quando se considera que tal pessoa ou tal grupo teria “capitulado”, quando se deveria ficar triste, porque – caso seja realmente assim – é mais uma pessoa ou um setor que abandonaria a esquerda, refletindo nossa incapacidade de conquistá-los.

As vezes dá a impressão que se considera que o gênero humano está condenado à traição e cada vez que se considera que isso acontece, gera uma espécie de satisfação interior, ao constatar que mais e mais gente morde a maçã do pecado e das garras da cooptação do capitalismo.

O debate ideológico dentro da esquerda deve ser dar em função do objetivo maior de construção de alternativas de esquerda, não de ver quem triunfa no marco fechado da esquerda. Senão o campo ficará livre para que a direita decida quem governará – e o fará sempre contra a esquerda e o campo popular.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Educação e Juventude: ainda há sonhos a serem conquistados

*José Dirceu

Nos últimos dias voltou a ser discutida no país a questão da educação, seja pela publicação de um relatório da UNICEF - o braço da Organização das Nações Unidas para Educação e Cultura - seja pela aprovação na Câmara dos Deputados de um projeto que retira a área das restrições orçamentárias hoje existentes liberando recursos para o ensino infantil e técnico profissional.O tema é discutido, ainda, por uma outra – e lamentável razão: a oposição dos governadores, particularmente os do PSDB (com o de São Paulo, José Serra, à frente), de pagar o piso salarial nacional de R$ 950,00 mensais para os professores. O fim dos vestibulares e o papel do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), também tem sido assunto na mídia. O Ministério da Educação anunciou um importante programa de formação e capacitação de professores de nossas escolas de ensino fundamental e médio, e uma mudança radical no currículo e na formação dos mestres brasileiros, 1/3 dos quais não tem formação universitária.A cada ano o Brasil vai avançando nas três questões decisivas da educação - o financiamento, a avaliação e a formação dos professores. A tão esperada extensão da banda larga (internet rápida) para as escolas do país ainda é uma promessa, mas dia-a-dia os brasileiros se conscientizam e tomam conhecimento da importância da educação e do desenvolvimento da pesquisa e da tecnologia.A grande batalha do país nesse momento é pela melhora da qualidade da educação e pela da universalização do ensino médio - já alcançada no ensino fundamental - além da mudança radical do currículo do ensino médio para se ter uma educação profissionalizante, técnica, que com base numa formação humanista prepare o estudante para uma profissão que permita seu acesso ao mercado de trabalho, mesmo antes de uma formação universitária.O Brasil tem um grande desafio pela frente: a educação é de responsabilidade dos governos federal, estaduais e municipais. Somos uma federação e de modo geral os municípios e Estados respondem pela educação infantil e fundamental; os Estados pela média; e a União pela universitária. E temos Estados com importantes universidades. São Paulo, por exemplo, tem três: A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade do Estado de São Paulo Júlio de Mesquita (UNESP).Por outro lado, a municipalização do ensino fundamental não é realidade ainda em muitos Estados. Mas a questão da educação nos remete à juventude, que reclama um programa para além da educação e da criação de empregos. É um segmento da nossa população que nos remete para a necessidade de instituirmos - e aperfeiçoarmos as existentes - políticas culturais, de esportes e lazer, e para políticas urbanas que tragam melhoria dos transportes, da habitação e do saneamento nas cidades. É um grande contingente que requer, ainda, uma política de inclusão digital e de consolidação de uma rede de proteção social aos jovens, que fortaleça sua participação cidadã e os proteja da violência e das drogas.Felizmente a atual administração do país teve percepção disso e no governo Lula muitas iniciativas foram adotadas. Entre estas eu cito o aperfeiçoamento do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), a implantação do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o ProJovem, o ProUni, e a expansão das universidades públicas e das escolas técnicas - os Centros de Formação e Educação Técnica (CEFETs).São avanços muito importantes, mas ainda devemos à nossa juventude um verdadeiro programa para seu desenvolvimento. Apesar da importância da criação de 11 milhões de empregos nesses últimos 6,5 anos de administração Lula e dos avanços nesse período na área da educação, os jovens brasileiros ainda esperam dos governos uma resposta às suas esperanças e sonhos.
José Dirceu foi Chefe da Casa Civil (2003-2005) e presidente do PT (1995-2003).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Nova universidade federal é tema de debate com os estudantes

(Extraído do site do Deputado Claudio Vignatti http://www.vignatti.com.br/)

Apresentar a Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS aos estudantes catarinenses e destacar a importância do ProUni para garantir o acesso do jovem carente à universidade foram os principais temas abordados pelo deputado Vignatti, no Congresso da União Catarinense dos Estudantes, realizado em comemoração aos 60 anos da entidade, no sábado, na Unoesc de Joaçaba. Mais de 300 estudantes participaram do evento, que aconteceu de 12 a 14 de junho.

Durante o encontro, foi eleita a nova diretoria da UCE para o mandato de dois anos, onde o acadêmico de Direito, Vander Rodermel, foi eleito presidente da União e o assessor para juventude do mandato do deputado Vignatti, Caio Mateus França dos Santos assumiu como secretário-geral. Vignatti participou da abertura oficial do Congresso da UCE, onde também esteve presente o deputado estadual, Pedro Uczai (PT). Após a solenidade, o Congresso foi dividido em painéis, onde o deputado Vignatti participou do debate sobre a UFFS, projeto de sua autoria, que foi realizado numa das salas mais concorridas em termo de estudantes e o último painel a terminar.“A UFFS é a primeira universidade popular do Estado. O método de implementação da nova universidade federal foi elaborado com a participação dos movimentos sociais. É importante que Santa Catarina tenha uma universidade fora da Capital, uma vez que, muitos jovens das regiões do Oeste não têm condições financeiras de sair de suas cidades para estudar em Florianópolis”, destacou o deputado.O vestibular para a UFFS já acontece no final do ano para ingresso em 2009. “Outro diferencial da nova universidade é que os cursos de graduação, pós graduação e mestrado serão oferecidos de acordo com a realidade local, visando o fomento da economia regional”, disse o deputado.
ProUni:

No Congresso, outro tema apresentado pelo deputado foi o ProUni. O programa do governo federal oferece bolsas de estudos de cursos de graduação em instituições privadas de ensino. “O ProUni assegura aos jovens carentes a oportunidade de cursar uma universidade, ter uma profissão e buscar um emprego melhor no mercado de trabalho”, disse.No entendimento dos estudantes do Congresso do UCE, “o ProUni possibilita ao filho do pedreiro virar doutor”’. A frase foi cantada pelos estudantes durante o evento.O Congresso da UCE acontece a cada dois anos. Vignatti, por ser um parlamentar que prioriza ações, recursos e políticas públicas voltadas aos jovens, é convidado a cada edição do encontro. Além de ter iniciado sua trajetória política no Movimento Estudantil.

quinta-feira, 28 de maio de 2009


UNE e UBES de volta pra casa: Justiça nega pedido de estacionamento e reafirma posse das entidades
A apelação por parte do estacionamento irregular que invadiu o terreno na Praia do Flamengo, 132, foi negada pelo Tribunal do Estado do Rio de Janeiro
O Tribunal do Estado do Rio de Janeiro negou , por unanimidade, nesta terça-feira (26) a apelação proposta pelo estacionamento irregular que invadiu o terreno localizado na Praia do Flamengo, 132, onde funcionou de até 1964, a sede da UNE e da UBES.
A decisão tem caráter definitivo como explica o advogado das entidades, Márcio André Mendes Costa. "A medida extingue a disputa pela posse do terreno. Não cabe mais nenhum recurso. A Justiça reafirmou: o terreno pertence a UNE e a UBES".

segunda-feira, 18 de maio de 2009

MEC homologa obrigatoriedade das aulas de filosofia e sociologia no ensino médio




Segundo Ismael Cardoso, presidente da UBES, as disciplinas ensinam a pensar, mas deve haver a preocupação de como serão ministradasO parecer que torna filosofia e sociologia disciplinas obrigatórias no ensino médio foram homologadas pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. A medida torna obrigatória a inclusão das duas matérias no currículo do ensino médio em todo o país, ampliando o que já era praticado em 17 Estados. As escolas terão um ano para incluir a filosofia e a sociologia na grade curricular.
Sociologia já foi matéria obrigatória entre 1925 e 1942. Mesmo sendo optativa, várias escolas continuaram com a disciplina. O governo nunca exigiu antes o ensino de filosofia nas escolas. De acordo com o relator da proposta, o conselheiro César Callegari, a decisão vai estimular os estudantes a desenvolverem o espírito crítico. "Isso significa uma aposta para que os alunos possam ter discernimento quando tomam decisões e que sejam tolerantes porque compreendem a origem das diversidades", disse.
Segundo Ismael Cardoso, presidente da UBES, as disciplinas ensinam a pensar, mas deve haver a preocupação de como serão ministradas. "A aprovação, sem dúvida, representará grandes mudanças na educação pública. Mas o que deve ser discutido nas salas de aula para que possamos utilizar estas disciplinas como instrumentos poderosos que são para superar o processo alienante que ainda persiste na educação?", questiona.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Marcha da Maconha - 2009


Nas primeiras semanas de maio, milhares de pessoas em todo o mundo sairão às ruas em mais de 300 cidades para lembrar a luta política contra a proibição injusta que tornou ilegal o cultivo de plantas da espécie Cannabis sativa em quase todos os países do mundo.
O Coletivo Marcha da Maconha está apoiando eventos em 13 cidades em todo o país. Os dias 2, 3 e 9 de maio serão marcados com caminhadas em clima de descontração, música, concursos de fantasias, distribuição de material informativo e espaço para manifestações artísticas, performances e outras expressões culturais. Além disso, em diversas cidades ocorrerão também debates, palestras, seminários, exibições de documentários e outros tipos de eventos para discutir diversos aspectos relacionados ao tema, principalmente ligados às leis e políticas públicas sobre drogas.
A Marcha da Maconha Brasil não é um evento de cunho apologético, nem seus organizadores incentivam o uso de maconha ou de qualquer outra substância ilícita. Respeitamos as Leis e a Constituição do país do qual somos cidadãos e procuramos respeitar não só o direito à livre manifestação de idéias e opiniões, mas também os limites legais desse e de outros direitos civis.
O objetivo do Movimento é possibilitar que todos os cidadãos brasileiros possam se manifestar de forma livre e democrática a respeito das políticas e leis sobre drogas do país, ajudando a fazer do Brasil um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Com essas atividades procuramos tão somente ajudar a fazer com que essas leis e políticas possam ser construídas e aplicadas de forma mais transparente, justa, eficaz e pragmática, respeitando a cidadania e os Direitos Humanos.
Acreditamos que já é hora de discutir reformas mais concretas nas políticas e leis sobre a planta e seu uso, de forma a incluir os dados científicos mais atuais e contando com uma maior participação da sociedade civil.
Maiores Informações:Coletivo Marcha da Maconha Brasilhttp://www.marchadamaconha.org/contato@marchadamaconha.org+55 (21) 8705-3357+55 (11) 6333-5505

"É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles."